
Nos últimos dias, a notícia de que a multinacional Bracell precisou retirar temporariamente o pedido de Licença de Instalação junto ao Imasul acendeu alerta e gerou uma onda de boatos nas redes sociais. Moradores da região questionaram se a gigante da celulose teria desistido de se instalar em Bataguassu.
A resposta é categórica: Não, o projeto não foi cancelado. A fábrica continua confirmada no município.
Essa garantia foi dada diretamente por Jaime Verruck, ex-titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e uma das lideranças que esteve diretamente envolvida na articulação do projeto desde o início. Em vídeo publicado nesta terça-feira (9), Verruck veio a público esclarecer as dúvidas e acalmar os ânimos da população, assegurando que o cronograma segue firme.
O que ocorreu nos bastidores foi um ajuste técnico de engenharia. A fábrica será construída exatamente na mesma área originalmente prevista, às margens da BR-267. O que mudou foi o chamado layout do projeto, ou seja, a forma como os prédios, maquinários e pátios industriais serão distribuídos dentro daquele terreno.
Como a planta industrial projetada pela Bracell é gigantesca, os engenheiros da empresa perceberam que a disposição desenhada no primeiro projeto precisava ser otimizada para aproveitar melhor o espaço.
Por se tratar de um processo altamente burocrático e rigoroso, qualquer alteração no desenho interno da fábrica exige que o projeto de engenharia seja refeito. Consequentemente, as informações geográficas enviadas aos órgãos ambientais precisam ser atualizadas. Foi por esse motivo técnico que a Bracell recolheu a documentação.
O avanço do complexo industrial, que prevê investimentos de R$ 16 bilhões, segue etapas bem definidas:
O projeto, acompanhado de perto por lideranças do setor de desenvolvimento do Estado, prevê a geração de cerca de 12 mil empregos na fase de pico das obras e mais 2 mil postos de trabalho diretos quando a operação começar.
Além disso, o município de Bataguassu já trabalha na readequação de seu plano diretor para absorver o crescimento habitacional, enquanto o Estado planeja melhorias logísticas na BR-267 e MS-040 para suportar o fluxo da nova "Rota da Celulose".
A movimentação atual não indica um recuo, mas sim o planejamento rigoroso que uma estrutura desse porte exige antes que as máquinas comecem a trabalhar no campo.