
A Polícia Civil de Bataguassu intensificou as buscas para localizar os dois principais suspeitos da execução de Jean Paulo Maciel, de 38 anos, ocorrida na noite da última sexta-feira (3). A vítima, conhecida nos meios policiais pelos apelidos de “Primo” ou “Gigi Brau”, foi assassinada com 17 facadas em sua residência no Jardim Campo Grande.
Após um trabalho ininterrupto de investigação, foram identificados como autores Amaurílio Tafarel Araújo dos Santos (35 anos) e Vitor Hugo de Araújo dos Santos. A Justiça já decretou a prisão preventiva da dupla, que segue foragida.
Vitor Hugo já é conhecido da polícia por tráfico de drogas, tendo sido preso em 2025 no Jardim Santa Luzia. Na época, a investigação apontou que ele chegava a realizar transmissões ao vivo em redes sociais consumindo entorpecentes com adolescentes. Já contra Amaurílio, não foram encontrados registros criminais anteriores.
O crime foi descoberto por um amigo da vítima, que encontrou o corpo de Jean caído no banheiro da casa, na Rua Flávio Derzi. O imóvel estava repleto de sangue e com móveis revirados, indicando que houve uma luta desesperada pela vida. Uma faca com cabo de madeira foi apreendida próxima ao corpo e passará por perícia.

Jean Paulo Maciel possuía uma extensa e violenta ficha criminal. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), ele era integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) e exercia a função de “disciplina” em Bataguassu, sendo o responsável por aplicar "castigos" e cumprir ordens da facção em nível municipal.
Entre os crimes atribuídos a Jean no passado, destacam-se a participação em 2019 na morte de Thiago Rodrigues na Estrada Uerê, com 18 facadas, em uma disputa entre facções; o envolvimento em 2017 no assassinato de Danilo Fidel, o “Bozo”, na saída do semiaberto de Bataguassu; e em 2018 a participação na morte de Uillians Rogério, executado a tiros dentro de casa enquanto usava tornozeleira eletrônica.
A Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre o paradeiro de Amaurílio Tafarel e Vitor Hugo seja repassada imediatamente. As denúncias podem ser feitas de forma totalmente anônima através do WhatsApp da Delegacia de Bataguassu: (67) 3541-1402.