
Um minucioso e rápido trabalho de inteligência conduzido pela Polícia Civil de Bataguassu, na manhã desta sexta-feira (17), resultou na prisão em flagrante de Francisca Solange de Oliveira, de 27 anos. Ela é apontada como a principal responsável por fornecer o suporte logístico e material para a facção criminosa Comando Vermelho (CV) que tentava se instalar no município.
A prisão ocorreu poucas horas após a operação conjunta do Garras e da Defron que culminou na morte do pistoleiro Kauan Felipe Isa Rodrigues, de 18 anos, e de seu comparsa no bairro Jardim Campo Grande. Com a prisão de Francisca, a polícia também conseguiu identificar o adolescente morto no confronto: trata-se de Rômulo, conhecido como "TG", que mantinha um relacionamento afetivo com a mulher presa.
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Logo após o violento confronto na Rua Francisco Luiz Campos, os investigadores de Bataguassu iniciaram diligências para descobrir quem estava por trás do financiamento e da ocultação dos pistoleiros na cidade. Em entrevista com a proprietária do imóvel, os policiais descobriram que a casa havia sido alugada por uma mulher que utilizava um número de telefone de outro Estado.
Para despistar as autoridades, a intermediária alegou que a residência seria usada por seu marido, que viria à região a trabalho. No entanto, o pagamento do aluguel foi realizado por meio de uma transferência bancária via PIX em nome de Francisca Solange.
De posse do nome da suspeita, os policiais civis cruzaram dados e analisaram o fluxo de transporte no município. A investigação identificou uma série de corridas de aplicativos locais que tinham como destino exato o esconderijo dos pistoleiros no Jardim Campo Grande. A maioria dessas viagens partia de um endereço na Rua Ranulfo Antônio de Sousa, no Bairro Jardim América.
Diante do cenário de crime permanente, por integrar e dar suporte material a uma organização criminosa armada envolvida em múltiplos homicídios na região, as equipes policiais cercaram a residência no Jardim América e efetuaram a abordagem.
Ao ser detida, Francisca Solange confessou espontaneamente aos policiais que prestava auxílio material a Kauan e a Rômulo (o "TG"). A polícia apurou que a acusada é natural do Estado do Acre e já residiu em Mato Grosso, mesma rota e origem dos dois pistoleiros que vieram à região para executar rivais do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Na ação, os policiais apreenderam o aparelho celular de Francisca, que passará por perícia técnica autorizada pela Justiça. O aparelho é considerado peça fundamental para mapear as ordens enviadas pela liderança do Comando Vermelho e identificar outros possíveis envolvidos na rede criminosa.
Francisca foi autuada em flagrante por integrar domínio social estruturado e organização criminosa. Ela passou por exame de corpo de delito e foi encaminhada às celas da 1ª Delegacia de Polícia de Bataguassu, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.