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Oeste Paulista registra mais de mil acidentes com animais peçonhentos
Depois dos escorpiões, as abelhas aparecem em segundo lugar
Escorpião
Foto: reprodução

O oeste paulista registrou 1.370 acidentes com animais peçonhentos em 2025. Apesar do alto número, não houve mortes. Os dados, divulgados pelo Painel de Monitoramento da Secretaria de Estado da Saúde (SES), mostram que os escorpiões são os principais causadores desses incidentes, respondendo por 1.240 casos (90% do total).

Em Presidente Epitácio especificamente, foram registrados 4 acidentes com cobras (serpentes), 1 com aranhas, 73 com escorpiões, 2 com abelhas e 1 com lagartas, totalizando 81 ocorrências.

Depois dos escorpiões, as abelhas aparecem em segundo lugar, com 49 ataques, seguidas pelas aranhas (34), serpentes (29), casos de origem desconhecida (19) e um incidente envolvendo lagarta.

Onde Procurar Ajuda: Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno

Mais importante que os números de acidentes é saber onde encontrar os Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno (PESAs), essenciais em caso de necessidade. Gisele Dias de Freitas, médica veterinária e diretora técnica da Divisão de Doenças de Transmissão Vetorial e Zoonoses da SES, orienta a tirar uma foto do animal para facilitar a identificação, lavar o local apenas com água e sabão e procurar o atendimento médico o mais rápido possível em caso de acidente com um animal peçonhento.

Ela enfatiza a urgência no atendimento de crianças, especialmente em casos de picada de escorpião. Crianças até 10 anos devem procurar um ponto estratégico, que no Estado de São Paulo são 226, e informar a equipe médica que houve um acidente com escorpião, pois a proximidade do soro é crucial devido ao agravamento rápido.

Toda a rede de saúde, pública ou particular, está preparada para identificar e encaminhar pacientes a unidades com soro.

Em 2024, o Estado de São Paulo registrou 61.914 notificações de acidentes com animais peçonhentos e 29 óbitos. No oeste paulista, foram 3.960 casos e nenhuma morte.

Por Que Tantos Escorpiões?

O grande número de ataques de escorpiões na região se deve à sua incrível capacidade de adaptação. Gisele explica que esses animais, que existem há milhões de anos, se adaptaram muito bem ao meio urbano, onde encontram abrigo e alimento, principalmente baratas, que vivem em redes de esgoto.

A diretora técnica também aponta o descarte inadequado de lixo como um fator que contribui para o aumento dos ataques, além da presença de duas espécies no território paulista: o escorpião amarelo e o escorpião amarelo do Nordeste. Estas espécies se reproduzem sem a necessidade de acasalamento, o que resulta em um aumento exponencial de sua população.

fonte: Redação

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