
Quem trafega pela BR-267, nas proximidades do quilômetro 25, em Bataguassu, tem observado uma intensa movimentação de máquinas e trabalhos de terraplenagem ao longo dos últimos dias. A intervenção no trecho levantou boatos e questionamentos entre motoristas e moradores da região, que especulavam o início da construção de uma praça de pedágio no local.
No entanto, a Rádio Nossa FM 100.1 apurou junto à Concessionária Caminhos da Celulose que a obra não tem relação com cobrança de tarifa. Trata-se da construção de uma unidade do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), com previsão de conclusão para o final de outubro. A estrutura servirá como ponto de apoio aos motoristas, oferecendo suporte operacional, atendimento pré-hospitalar e socorro mecânico.
Sobre o início da cobrança de pedágio nas rodovias sob concessão, a empresa esclareceu que o recolhimento não ocorre neste momento. Pelo cronograma oficial, as tarifas só começarão a ser cobradas a partir de fevereiro do ano que vem. Até lá, o foco é na adequação e na execução de serviços iniciais de infraestrutura.

Nossa reportagem também questionou a concessionária sobre a conservação da pista e o planejamento de grandes obras de infraestrutura para a região.
Em relação aos trechos críticos enfrentados pelos motoristas, como no aterro do Rio Paraná, a Caminhos da Celulose informou que os serviços de manutenção e operação tapa-buracos já estão em andamento nos pontos mapeados pelas inspeções técnicas, e que a recuperação do pavimento será feita de forma gradativa.
Já sobre as obras de maior porte, como a duplicação da BR-267 e a implantação do anel viário de Bataguassu, a empresa detalhou que o cronograma prevê prazos mais longos. De acordo com o Programa de Exploração da Rodovia (PER), ambas as intervenções estão programadas contratualmente para serem executadas entre o 7º e o 8º ano da concessão.
A redação do Portal Novo MS segue acompanhando o andamento dos trabalhos e as demandas de tráfego que impactam a população de Bataguassu e região.