
Uma mulher procurou a delegacia para denunciar que sua filha foi agredida pelo ex-companheiro, com quem manteve um relacionamento de aproximadamente três anos. O caso foi registrado recentemente e, segundo o boletim de ocorrência, a agressão teria ocorrido na presença do filho do casal, uma criança de apenas dois anos.
A comunicante informou que, no Dia das Mães, sua filha passou o dia com ela e retornou para casa normalmente. Porém, na manhã seguinte, tomou conhecimento de que a filha não havia ido trabalhar, supostamente por ter sido vítima de agressão. Ao telefonar, ouviu da filha que havia sido espancada e teve o celular quebrado pelo ex-companheiro.
A mulher relatou ainda que conversou com o neto, de dois anos, e que a criança teria dito que "o pai bateu na mãe". Segundo o boletim, esse não foi um caso isolado. Em novembro do ano anterior, a filha chegou a ir para a casa da mãe buscando se afastar do agressor, e, na ocasião, apresentava marcas visíveis de agressões nas pernas.
Apesar da separação posterior, a vítima não tem coragem de denunciar formalmente os episódios de violência por temer o ex-companheiro. Ainda conforme o registro, ela não é financeiramente dependente dele, mas vive sob constante intimidação.
O boletim também aponta que o suspeito possui histórico de violência e que, além do filho em comum, a vítima tem outro filho de seis anos. Ambas as crianças presenciam as discussões e agressões, o que agrava ainda mais a gravidade da situação.
O caso está sob investigação e deve seguir os trâmites legais para apuração dos fatos.