
Uma mulher de 48 anos procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) para denunciar o ex-marido por uma série de agressões verbais e psicológicas que têm agravado seu estado de saúde mental. O casal está divorciado desde fevereiro de 2024, mas a vítima relata que as investidas do autor são frequentes em sua residência no Jardim América 1.
De acordo com o relato da vítima, o ex-marido comparece ao imóvel para proferir xingamentos machistas e ofensas pessoais. Entre as expressões utilizadas, o homem teria dito: "você é uma velha ridícula, que quer pagar de madame... Eu tenho fé em Deus que vou te ver morrer à míngua".
Além das ofensas diretas, o homem estaria utilizando o filho do casal, de 14 anos, para enviar recados desestabilizadores sobre o pagamento de pensão alimentícia e valores destinados a gastos supérfluos, visando atingir a autoridade da mãe.
A vítima revelou à polícia que é portadora de Transtorno Afetivo Bipolar tipo I. Devido ao estresse contínuo e à perseguição psicológica praticada pelo ex-esposo, ela precisou intensificar seu tratamento no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial).
A situação de medo aumentou após o filho mais velho do casal, de 20 anos, relatar que o pai teria feito ameaças veladas, afirmando que "se a vítima mexesse com o nome dele, ele iria acabar com ela".
Diante da gravidade dos fatos e do dano emocional sofrido, a mulher manifestou o desejo de representar criminalmente contra o autor e solicitou a concessão de uma medida protetiva de urgência para impedir que o ex-marido continue a se aproximar ou manter contato com ela.
O caso foi registrado como Violência Psicológica contra a Mulher no âmbito da violência doméstica.