
Um caso estarrecedor mobilizou a Polícia Civil na tarde desta segunda-feira (4). Um casal, de 23 e 26 anos, foi preso em flagrante após o corpo de um recém-nascido ser encontrado sendo queimado no quintal de uma residência em Álvares Machado (SP). O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Presidente Prudente.
A investigação teve início quando a mulher, de 23 anos, deu entrada no Hospital Regional de Presidente Prudente com um forte sangramento vaginal, alegando ter sofrido um aborto. Desconfiada, a equipe médica acionou a Polícia Civil. Ao ser questionada, a jovem afirmou que o bebê teria nascido sem vida e que o companheiro havia enterrado o corpo.
Os policiais se deslocaram até o endereço indicado em Álvares Machado. Ao chegarem no local, encontraram o homem de 26 anos no quintal. O cenário era chocante: o corpo do recém-nascido estava entre materiais recicláveis, sendo consumido pelo fogo.
Em depoimento, o suspeito confessou que o parto ocorreu em Regente Feijó (SP). Ele relatou que a namorada lhe disse que a criança já nasceu morta. O homem então colocou o corpo em sacolas plásticas, transportou até sua casa e o enterrou no fundo do quintal.
Entretanto, ao saber que a polícia havia procurado a namorada no hospital, ele entrou em pânico. Desenterrou o corpo do bebê, envolveu-o em uma colcha e ateou fogo junto a sucatas, na tentativa de sumir com os restos mortais antes da chegada dos agentes.
O casal foi preso em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver. A Polícia Civil aguarda exames periciais para determinar se o bebê realmente nasceu morto ou se houve infanticídio.