
O ex-governador Reinaldo Azambuja confirmou sua saída do PSDB para se filiar ao Partido Liberal (PL). A mudança, que já era esperada, acontece no dia 21 de setembro, data em que ele também assume o comando da sigla em Mato Grosso do Sul. Com a sua ida, Azambuja leva 18 prefeitos, o que garante ao PL a liderança em número de gestores municipais no estado, superando o PSDB.
Os 18 prefeitos que seguirão Reinaldo Azambuja são:
Eles se juntam a outros cinco prefeitos já eleitos pelo PL: Rodrigo Sacuno (Naviraí), Murilo Jorge (Pedro Gomes), Rodrigo Basso (Sidrolândia), Maria Lourdes (Caarapó) e Dr. Max (Guia Lopes da Laguna).
Apesar da perda de prefeitos, deputados do PSDB minimizaram o impacto. Segundo o deputado Caravina, o partido "diminui de tamanho", mas mantém sua competitividade e capacidade de lançar candidatos fortes. A deputada Lia Nogueira reconheceu a perda, mas negou que haja um "enfraquecimento estrutural", e o deputado Paulo Corrêa afirmou que o grupo político do PSDB permanece unido.
Já o deputado Jamilson Name avaliou a situação com um olhar mais nacional, dizendo que o PSDB perde relevância no Congresso por ter uma bancada menor. Para ele, políticos buscarão partidos maiores para ter mais voz na Câmara. A deputada Mara Caseiro considerou o momento como uma "nova fase de reorganização".
A filiação de Azambuja, que estava prevista para 12 de setembro, foi adiada para o dia 21. A mudança ocorreu devido ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.
A chegada de Azambuja é vista como uma estratégia para fortalecer o PL no estado antes das eleições de 2026. Após quase 30 anos no PSDB, o ex-governador assume a liderança do diretório estadual do PL em um evento que contará com a presença de Valdemar Costa Neto, presidente nacional da sigla. A expectativa é que outras lideranças políticas regionais também se filiem ao partido na ocasião.