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6º caso de feminicídio no MS: homem mata mulher a pedradas após discussão
Vítima de 40 anos foi assassinada pelo companheiro e teve o corpo parcialmente carbonizado
Ingrid-rocha
Foto: Ingrid Rocha

Jeferson Nunes Ramos, marido de Gisele Cristina Oliskowiski, de 40 anos, alegou que matou a companheira após receber três tapas no rosto durante uma discussão. O crime aconteceu na noite deste sábado (1º), no bairro Aero Rancho, em Campo Grande (MS). A morte de Gisele é o 6º feminicídio registrado neste ano em Mato Grosso do Sul.

Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por testemunhas que presenciaram o crime. O suspeito estava amarrado, quando a polícia chegou ao local, para evitar que ele fugisse.

A vítima estava dentro de um poço, no quintal da residência, carbonizado parcialmente. O local permaneceu isolado até que a polícia civil chegasse.


A mulher foi retirada com a ajuda do corpo de bombeiros que foi acionado. O suspeito tentou resistir quando recebeu a voz de prisão, mas acabou cedendo e foi levado direto para a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher. Segunda-feira (3) na parte da manhã está prevista para ocorrer  a audiência de custódia.

Durante uma discussão, Gisele deu tapas em jeferson que logo em seguida pegou uma pedra e acertou na cabeça da mulher, relata os sobrinhos de Jeferson. Logo após, ele arrastou o corpo dela até o poço, onde ateou fogo.

Onda de feminicídios em MS


Relembre os outros cinco casos homicídios contra mulher registrados no mês de fevereiro:

O primeiro caso registrado em 2025 ocorreu no dia 1º de fevereiro, em Caarapó.  Karin Corin, foi assassinada pelo seu ex-namorado, que não só a matou a tiros como também sua amiga, Aline Rodrigues, de 32 anos. Tudo aconteceu quando as duas estavam dentro de uma loja.

A indígena Juliana Dominguez, de 28 anos, é a segunda e infeliz vítima desta lista. Seu companheiro é o principal suspeito, pois fugiu logo após o crime. Juliana foi morta por golpes de foice.

O caso mais emblemático desta lista com certeza é da jornalista e influenciadora Vanessa Ricarte, de 42 anos. A mulher foi agredida de maneira brutal pelo seu ex-noivo, Caio Nascimento. O caso se tornou um símbolo de fortalecimento da rede de apoio às mulheres vítimas de violência, pois o crime aconteceu poucas horas depois de Vanessa solicitar uma medida protetiva.

O quarto e penúltimo caso é de Mirieli Santos, de 26 anos, baleada pelo ex-marido no último sábado (22) em Água Clara. A defesa alega que o disparo teria sido acidental, haja visto que o agressor chegou a levá-la ao hospital, mas fugiu logo em seguida.

Emiliana Mendes, de 65 anos, é a quinta e penúltima vítima. Ela foi encontrada morta na última segunda-feira (24), em Jutí, a 310 km de Campo Grande. Segundo a polícia, ela teria sido esganada em um terreno baldio, e o autor do crime arrastou o corpo até uma quitinete para simular morte natural. O caso é investigado pela Polícia Civil.

 

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