
Após uma enxurrada de reclamações sobre as más condições da BR-267 e os buracos que tomaram conta de cerca de 100 quilômetros da MS-040, a Concessionária Caminhos da Celulose anunciou, nesta quinta-feira (2), a assinatura das ordens de serviço para o início das obras de restauração do pavimento.
As intervenções abrangem os 870 quilômetros de rodovias assumidos pelo consórcio no início de fevereiro deste ano em Mato Grosso do Sul.
Em nota oficial, a concessionária informou que as ordens de serviço contemplam as rodovias BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395. De acordo com o comunicado, "as intervenções serão executadas simultaneamente em diversas frentes ao longo das rodovias". A expectativa é que o asfalto esteja em condições significativamente melhores antes do início da cobrança do pedágio, prevista para fevereiro do próximo ano.
Atualmente, a concessionária afirma realizar serviços contínuos de conservação e manutenção para garantir a trafegabilidade e a segurança, com foco principal em dois trechos críticos: a MS-040 entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo e a BR-267 entre Nova Alvorada do Sul e a ponte sobre o Rio Paraná, em Bataguassu.
Na prática, no entanto, os motoristas enfrentam problemas. O trabalho atual vem sendo criticado por sua execução rudimentar: operários jogam a massa asfáltica nos buracos e a compactação acaba sendo feita pelos próprios veículos que transitam pelo local.
O reflexo disso foi visto na MS-040. Após três frentes frias chuvosas que atingiram o Estado em junho, o trecho entre os quilômetros 100 e 200 foi tomado por centenas de buracos. Um serviço emergencial foi feito para tapar as crateras, mas, como o trabalho ocorreu sem o recorte adequado da pista e sem compactação mecânica, a já tradicional trepidação da rodovia piorou.
Embora a Caminhos da Celulose não tenha divulgado a data exata do início das obras estruturais e nem o valor específico para esta etapa, o contrato de concessão prevê cifras bilionárias. O consórcio, formado por sete empresas e liderado pela XP Investimentos, promete aplicar R$ 10 bilhões em melhorias ao longo de 30 anos.
A partir de fevereiro do próximo ano, a cobrança do pedágio será feita pelo sistema Free-Flow (fluxo livre), sem a necessidade de cabines ou barreiras físicas. Os motoristas pagarão de forma automática por meio de TAGs eletrônicas no para-brisa, pelo site/aplicativo da concessionária ou em pontos físicos de atendimento ao longo das rodovias.