
Um novo e perigoso método de golpe virtual acendeu o sinal de alerta para a segurança digital dos moradores de Bataguassu. Um homem de 55 anos, funcionário da empresa MS Florestal e morador do bairro Jardim Acapulco, procurou a Delegacia de Polícia Civil nesta quarta-feira (24) após ter seu aparelho celular invadido e formatado à distância por criminosos.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, a armadilha começou quando a vítima recebeu uma mensagem que acreditava ser de um colega de trabalho. O suposto conhecido perguntou se poderia usá-lo como referência para validar o anúncio da venda de uma geladeira na plataforma Mercado Livre, ofertada pelo valor de R$ 1.980. Pensando em ajudar o colega, o homem concordou imediatamente.
Pouco tempo depois, os estelionatários entraram em ação. O morador recebeu uma chamada de voz pelo WhatsApp de uma pessoa que se passava por representante do Mercado Livre. Para supostamente confirmar a venda, o falso atendente pediu o endereço de e-mail da vítima.
Seguindo as orientações do golpista na linha, o trabalhador acessou sua caixa de entrada de e-mails, onde visualizou uma mensagem com três opções numéricas. O criminoso instruiu o homem a clicar especificamente no número 36, alegando que o código estava vinculado ao anúncio da geladeira.
Ao clicar no número indicado, a vítima deu acesso remoto aos golpistas. Imediatamente surgiu na tela do celular da vítima a palavra "apagando". O aparelho passou por uma formatação geral, resultando na perda imediata de todos os contatos, fotos, aplicativos e dados pessoais do morador.
Ao perceber que havia perdido o controle total do celular e que o aparelho havia sido zerado, o homem desconfiou da fraude. Ele agiu rápido e compareceu à delegacia para registrar o caso como Preservação de Direito.
Até o fechamento da ocorrência, a vítima informou que não havia constatado prejuízos financeiros em suas contas bancárias ou cartões de crédito, mas o registro foi feito para resguardá-lo caso os criminosos utilizem sua linha ou dados para abrir contas falsas ou aplicar novos golpes. O caso segue sob monitoramento do setor de investigações de crimes cibernéticos.