
Uma ação conjunta entre o SIG (Setor de Investigações Gerais) de Bataguassu e a Polícia Civil de Presidente Epitácio (SP) resultou na prisão de Walan Felipe, de 36 anos, na manhã desta quarta-feira (3). A prisão ocorreu no distrito de Nova Porto XV e faz parte da segunda fase da Operação Lojas do Tráfico, que investiga uma rede milionária de comércio de entorpecentes.
Walan já estava no radar das autoridades desde setembro do ano passado, quando foi alvo de buscas. Desta vez, com o avanço das investigações, a Justiça paulista expediu o mandado de prisão preventiva. Equipes do SIG de Bataguassu realizaram diligências no distrito após receberem informações sobre o paradeiro do suspeito, que foi localizado e encaminhado à delegacia.
A investigação é minuciosa. Tudo começou em março de 2025, após a perícia em um celular apreendido revelar uma estrutura empresarial dentro do tráfico. A polícia encontrou planilhas de controle financeiro que provam uma movimentação superior a R$ 1 milhão.
A organização era dividida em "lojas". Ao todo, 19 pontos de venda foram mapeados entre Mato Grosso do Sul e o interior de São Paulo. Walan é suspeito de exercer uma função estratégica na coordenação logística, cuidando do abastecimento desses pontos e do controle do dinheiro.
A ofensiva desta quarta-feira mobilizou 34 policiais (civis e militares). Ao todo, 17 mandados de prisão preventiva foram expedidos, sendo 8 alvos que já estavam no sistema prisional e 7 presos agora (5 em Presidente Epitácio, 1 em Batatais e 1 em Bataguassu). Dois alvos seguem foragidos.
A Operação Lojas do Tráfico busca sufocar financeiramente uma associação vinculada a uma facção criminosa. Na primeira fase, em 2025, foram cumpridos 30 mandados de busca, resultando na apreensão de drogas, balanças, dinheiro e na denúncia de 25 pessoas. A etapa atual foca nos líderes e coordenadores que mantinham a engrenagem do crime girando na divisa entre MS e SP.