
A Polícia Civil registrou, nesta sexta-feira (20), um caso complexo de estelionato envolvendo a clonagem de cheques de alto valor, oriundos de um leilão de gado realizado no município. O golpe, que totaliza R$ 32.565, acende um alerta para empresas e escritórios sobre o envio de documentos sensíveis por aplicativos de mensagens.
O crime teve início após um leilão de gado de corte realizado pela empresa. Um cliente legítimo arrematou um lote de 13 animais e efetuou o pagamento com três cheques, cada um no valor de R$ 10.855. Dias depois, um estelionatário entrou em contato com a secretaria da empresa. Fingindo ser o próprio cliente, o criminoso solicitou dados bancários e cópias (fotos) dos cheques que haviam sido entregues. Acreditando tratar-se do comprador, a funcionária encaminhou as imagens.
De posse das fotos, os criminosos conseguiram clonar as lâminas. Segundo o Boletim de Ocorrência, o primeiro cheque foi compensado normalmente, o segundo foi clonado e depositado na conta de uma terceira pessoa e, o terceiro, também foi clonado, mas a empresa conseguiu realizar a sustação a tempo, evitando um prejuízo ainda maior.
A ocorrência foi registrada na 1ª DP de Bataguassu como estelionato.
Alerta: nunca envie fotos de cheques, documentos de identidade ou cartões de crédito por WhatsApp, mesmo que a pessoa se identifique como alguém conhecido. Na dúvida, ligue para o número oficial ou peça para a pessoa comparecer pessoalmente.