
O cenário político de Mato Grosso do Sul passa por uma reformulação significativa. O ex-governador Reinaldo Azambuja confirmou sua filiação ao Partido Liberal (PL), agendada para 12 de setembro, em Campo Grande. O evento encerra uma era de três décadas de sua trajetória no PSDB.
A mudança, que contará com a presença de lideranças nacionais, como o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, não apenas reforça a base do partido no estado, mas também pavimenta o caminho para a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2026.
A saída de Azambuja, contudo, é apenas o capítulo mais recente do esvaziamento do ninho tucano. O atual governador, Eduardo Riedel, também abandonou o PSDB para se filiar ao Progressistas (PP). A decisão de Riedel foi motivada pela busca por uma estrutura partidária mais robusta para sua campanha de reeleição em 2026 e pela proximidade com a senadora Tereza Cristina.

A saída de Riedel tem um peso simbólico imenso: com sua filiação ao PP, o PSDB agora fica sem nenhum governador eleito no país. A perda se soma à debandada de outras lideranças, como as governadoras de Pernambuco, Raquel Lyra, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que migraram para o PSD.
As mudanças de filiação em Mato Grosso do Sul refletem uma crise mais profunda e o contínuo esvaziamento do PSDB a nível nacional. O partido, que já foi uma força dominante na política brasileira com mandatos presidenciais e ampla presença em governos estaduais e no Congresso, enfrenta uma desidratação sem precedentes.
O PSDB não elegeu nenhum prefeito de capital em 2024 e viu sua bancada na Câmara dos Deputados encolher drasticamente. Em meio a essa derrocada, a legenda tem buscado alternativas de sobrevivência, como a fusão com o Podemos, na tentativa de recuperar a relevância política. No entanto, o movimento tem enfrentado resistências internas e a migração de seus principais quadros para outras siglas.
Enquanto o PSDB tenta se reerguer, os ex-tucanos de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel, dão um passo estratégico em direção a novos projetos políticos, redesenhando as alianças e o panorama eleitoral do estado.