
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, conclui hoje sua filiação ao Partido Progressista (PP), em um evento que sela uma nova fase em sua carreira política e na articulação de forças no cenário nacional. A oficialização acontece durante a convenção que formaliza a federação entre o PP e o União Brasil, consolidando um dos maiores blocos políticos do país.
A mudança de partido, que vinha sendo articulada desde as eleições de 2022, representa um movimento estratégico para Riedel. Com a filiação, ele não apenas se junta a uma legenda com forte presença no Congresso Nacional, mas também assume uma das vice-presidências da Executiva Nacional do PP, ao lado da senadora por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina. A aproximação com o PP, que no estado é comandado por Tereza, já era amplamente esperada, com o partido se consolidando como o destino mais provável do governador nos últimos meses.
A saída de Riedel, e também a do ex-governador Reinaldo Azambuja — que deve se filiar ao PL no próximo mês —, marca o fim de um ciclo para o PSDB em Mato Grosso do Sul. A despedida de Riedel do ninho tucano ocorreu em uma reunião com o presidente nacional do partido, Marconi Perillo, e lideranças estaduais. Apesar das perdas de figuras de peso, o PSDB de Mato Grosso do Sul, que governou o estado por três mandatos seguidos, segue com uma base sólida, mantendo a maior força municipal com 44 das 79 prefeituras.
Essa transição reflete uma crise mais ampla do PSDB em nível nacional, onde o partido tem visto a saída de figuras importantes e resultados eleitorais modestos. A liderança estadual do PSDB agora ficará com os três deputados federais do estado: Dagoberto Nogueira, Geraldo Resende e Beto Pereira.
A convenção em Brasília formaliza a união entre PP e União Brasil, criando uma das maiores federações partidárias do país. A aliança visa fortalecer as siglas nas próximas eleições e aumentar seu poder de articulação e negociação política.
Com a filiação de Riedel, o PP de Mato Grosso do Sul ganha ainda mais relevância, fortalecendo sua base no estado onde já conta com 16 prefeituras, incluindo a da Capital, Campo Grande, com a prefeita Adriane Lopes, que é aliada de Tereza Cristina. A movimentação do governador demonstra o alinhamento político com o projeto da nova federação, tanto em âmbito estadual quanto nacional.